Coorpel Oficina de Estêncil

Workshop para pessoas sem endereço fixo na Cooperativa de reciclagem de resíduos - Coorpel

São Paulo, agosto a novembro de 2011

No ano de 2011 realizei uma oficina de estêncil na cooperativa de reciclagem de resíduos “Coorpel” em São Paulo para “pessoas em situação de rua” (pode-se dizer “sem-teto” mas este não seria um termo preciso) que estavam em processo para ser aceitos como membros da cooperativa.

O workshop pretendeu ampliar a capacidade de expressão dos participantes, estimular sua criatividade, aumentar sua confiança, autoestima e capacidade de compreensão do mundo que as cerca. Proporcionando ao mesmo tempo momentos agradáveis ​​de trabalho em equipe e aprendizado.

O estêncil foi escolhido como base da prática desta oficina para ser um processo barato, simples, prático, repleto de possibilidades de recombinação, englobando em seu processo de produção elementos básicos da arte como desenho, uso da cor, composição, síntese, figuração e abstração.

As individualidades se expressariam em favor de obras coletivas, trocando experiências e tarefas. Assim, os participantes tiveram a oportunidade de aprender uns com os outros e perceber que existem múltiplos caminhos e possibilidades de expressão ou realização de ideias.

A produção feita em uma aula servia de base para a discussão sobre a que viria a seguir. Assim, uma linha que une uma aula à outra é criada e torna claro o significado da oficina como um todo. Permitindo-se provar que eles podem sim desenhar, fazer composições interessantes e expressivas, tornando-os desinibidos e desmistificando a prática artística. Discutíamos o conteúdo de suas produções e a partir daí, mergulhávamos em direção a seus imaginários, repertórios e experiências, dando novos significados a eles através da arte, coletivamente.

Materializar as imagens internas, combinar, comparar e misturar com o imaginário coletivo, pode ser esclarecedor e nos fazer sentir parte de um grupo com quem podemos compartilhar algo de semelhante. As aulas foram realizadas respeitando o repertório de cada um.

Trabalhávamos em torno daquilo que fazia sentido para os participantes, para ampliar sua percepção, reflexão e sensibilidade. Trazendo novos conteúdos, expandindo seu repertório em relação ao estêncil, e de forma semelhante à rua e à arte gráfica como um todo. Os conceitos de “certo e errado” e “Beleza” não faziam parte desta ofcicina.

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